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Agricultura Conservacionista é tema de palestra durante a 3ª Mostra Agropecuária

O pesquisador da Embrapa Trigo José Eloir Denardin é um dos palestrantes na programação da 3ª Mostra Agropecuária, feira que acontece de 12 a 14 de abril. A palestra “Agricultura Conservacionista” será apresentada no dia 12/04, às 14h, na Estância do CTG Relembrando Tio Lautério.

No Brasil, estima-se que a erosão tem gerado perdas anuais de 500 milhões de toneladas de solo e de 8 milhões de toneladas de adubo aplicado nas lavouras, causando prejuízos ao ambiente (assoreamento e contaminação de rios, córregos, lagos), à agricultura (maior custo de produção, limitação do potencial produtivo e maior risco de perdas por estiagens) e ao consumidor (maior preço dos alimentos).

Da mesma forma, a compactação e o adensamento do solo, decorrentes da adoção do plantio direto ao invés do sistema plantio direto, vêm se constituindo em fator de risco à produção de grãos. O problema afeta o desenvolvimento radicular das plantas e limita os fluxos de água, ar, nutrientes e raízes no solo, acentuando os efeitos do déficit hídrico, mesmo em períodos curtos sem chuva.

A preocupação com a conservação do solo na agricultura se tornou mais evidente a partir da década de 60, quando a mecanização intensificou a produção de grãos e exigiu melhor gerenciamento no manejo. Segundo o pesquisador da Embrapa Trigo, José Eloir Denardin, poucos produtores trabalham realmente voltados para conservação do solo. “É preciso entender que a conservação do solo depende de plantas, de cobertura de qualidade. No Brasil, a área manejada com plantio direto é de 32 milhões de hectares. No Rio Grande do Sul, esta área chega aos 6 milhões de hectares, onde o Plantio Direto está presente em 90% da produção agrícola, contudo o monocultivo da soja predomina no verão, deixando cerca de 75% da área de inverno sob pousio, com plantas espontâneas como aveia e azevém que não produzem palha e raiz em suficientes para atender a demanda da biologia do solo”, afirma Denardin.

Os resultados desta ineficiência, segundo o pesquisador, são solos que, lentamente, perdem a capacidade de disponibilizar nutrientes para as plantas, aumentando o gasto com fertilizantes. Distante das ações conservacionistas, os prejuízos com o déficit hídrico também tendem a ser cada vez maiores: “a degradação física do solo não permite o aprofundamento das raízes e, com poucos dias sem chuva (5 a 10 dias), o cenário é de seca nas lavouras porque as plantas não conseguem absorver água num solo compactado”.

 

Fonte: Embrapa Trigo