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Espetáculo “A idade de ser feliz” é apresentado aos alunos da Escola Lorette Fanck

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A Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Lorette Fanck esteve recebendo durante a terça-feira, 20, o grupo de teatro Ativar da Escola Estadual Cruzeiro de Santa Rosa. Formado por alunos do ensino médio, o grupo apresentou no auditório da escola o espetáculo teatral “A idade de ser feliz”.

Utilizando-se de muitos gestos, música, dança e poesia, o grupo passou a mensagem aos alunos de que é preciso fazer o que se gosta, buscando sempre a felicidade, não se esquecendo dos deveres.

A coordenadora pedagógica da Escola Lorette Fanck, Sandra Nuzia da Silva, explica que a iniciativa de trazer o teatro até os alunos surgiu de uma ação do projeto a União Faz a Vida desenvolvido com as turmas do 3º e 9º ano. “Neste ano, estas duas turmas vão trabalhar com a temática do teatro. Dessa forma, como expedição investigativa, optaram em trazer o grupo até a escola para que todos os alunos pudessem ter a oportunidade de assistir a peça.

História do Grupo Ativar

Fundado em setembro de 1996 pela Professora, pedagoga e escritora Maria Inês Pedroso, o Grupo Ativar é desenvolvido por alunos da Escola Estadual Cruzeiro de Santa Rosa. Nestes 21 anos de projeto, mais de 600 adolescentes vivenciaram a arte, sentiram o que é produzir e mostraram o seus talentos.

“Sem a arte eu creio que nós seres humanos, não seriamos humanos o suficiente. Um dos sentidos da arte é nos deixar mais humanos. E eu trabalho o teatro com este propósito. Além disso, o desenvolvimento pessoal, da criatividade, a expressão, da autoestima, a integração com a comunidade”. Palavras da coordenadora do Projeto Maria Inês Pedroso.

A professora que também é escritora conta com orgulho a história do grupo. “Nós viajamos bastante. Fizemos um histórico. Já recebemos menção honrosa da Câmara de Vereadores de Santa Rosa pelos 20 anos. E neste histórico relatamos a visita a mais de 50 cidades na região. Estivemos em Porto Alegre. Apresentamos no memorial do RS no ano em que completamos duas décadas. O trabalho que desenvolvemos extrapolou os muros da escola. Tanto é que nos visitamos outras escolas, feiras e outros eventos culturais e artísticos de toda a região”.

Além das histórias, muitas conquistas fazem parte da trajetória do grupo. Destaque para os festivais de teatros estudantis, muitos premiados com troféus. Destaque para o ano de 2015, em que o grupo foi escolhido dentre 82 projetos, como o melhor da categoria Ensino Médio do estado, na mostra pedagógica que o CPERS organizou e que rendeu viagem internacional. O projeto foi apresentado na Costa Rica, juntamente com outras iniciativas culturais premiadas.

Com um acervo de mais de 150 espetáculos produzidos durante os 21 anos de história, a professora Maria Inês destaca o quanto a criatividade não tem limites. “Quanto mais nos cutucarmos e exercitarmos a nossa criatividade, lermos bastante, nós vamos ver o quanto nós somos capazes de criar. Eu digo que sou muito feliz pela produção que temos conseguido com o grupo. As nossas peças contemplam autores conhecidos, mas a maioria dessas peças são autorais, ou seja, criações nossas. Procuramos também valorizar a temática atual nos pede”.

A aluna Grazieli Teixeira está no grupo há três anos. Em depoimento ela conta como surgiu o gosto pelo teatro. “Quando entrei no teatro eu encontrei a minha vocação e foi nos palcos que eu me senti livre. Senti que eu poderia fazer o que eu quisesse. O teatro é muito importante para mim, pois é uma realidade alternativa e nele que eu posso ser quem eu realmente sou. Eu sou livre no palco, como eu costumo dizer”, conta a aluna.

 

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