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Audiência pública debate regionalização de partos

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A Comissão de Cidadania e Direitos da Assembleia Legislativa promoveu na quarta-feira, 21, audiência pública para debater a portaria sobre regionalização dos partos. De acordo com a portaria, o governo do Estado vai deixar de repassar recursos, a partir de julho, para a realização de partos por hospitais de pequeno porte. A intenção é concentrar os procedimentos em hospitais de referência.

O prefeito Eder Luís Both esteve representando a Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS) no encontro e disse que não há divergências em relação à necessidade de garantir a segurança das parturientes e dos recém-nascidos, mas em relação às políticas públicas para assegurar que isso aconteça. “Nosso pequeno hospital faz partos há décadas, sem registro de mortes. Não podemos generalizar, pois nem todo o pequeno hospital oferece atendimento ruim ou inadequado e também não podemos concordar com a ideia de que a redução da mortalidade infantil é o resultado de fechamento de maternidades”, argumentou.

Eder revelou também que hospitais maiores nem sempre aceitam pacientes de outras localidades e muitas vezes cobram valores extras dos municípios de origem das parturientes. “Da forma como está sendo encaminhada, a regionalização vai estourar na ponta, que, no caso, é uma mulher em trabalho de parto”, prevê.

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul deverá voltar a se reunir, em 15 dias, com os pequenos municípios inconformados com a portaria.

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